A moda sofreu uma reviravolta nestes últimos 5 anos. Junto
com a revolução da comunicação, vieram novas formas de pesquisa, uma maior
velocidade da informação e novos modelos.
Em tempos de bloggers, as meninas que fazem sucesso com diários
na web se tornaram modelos atuais de estilo... de estilo não, desculpa, de
moda!
Eu sou do tempo em que estilo era mais importante do que
seguir todas as tendências, e mais, sou do tempo que seguir todas as tendências
poderia ser considerado até, falta de personalidade.
Ícones fashion atuais, como Camila Coutinho, do Garotas
Estúpidas e Thássia Naves, do Blog da Thássia, ganham cada vez mais adeptas ao
seguir todos os modismos. Enquanto isso, Susie Bublle, de Londres, investe em
usar sobreposições de tendências com o máximo de informação que se possa
colocar em cima de uma mesma pessoa. Absolutamente nada contra elas, cada um se veste como quer, mas onde foram parar os ícones de estilo?
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| Audrey Hepburn |
Audrey Hepburn sabia o que queria, e portanto, tinha uma
estilo muito bem definido. Com Audrey não tínhamos sustos nem surpresas, a
simplicidade chique, em tubinhos pretos e colares de pérola diziam tudo sobre
aquela mulher bem decidida. Enquanto isso, Coco Chanel marcava a vida das
pessoas com o estilo da mulher elegante e independente. A gente sabia quem era
Coco só de olhar para ela.
Me lembro também de Marilyn Monroe, Viviane Westwood, Jacqueline
Kennedy e Twiggy, imagens imortalizadas em seus estilos próprios e muito bem
definidos.
“Moda passa; estilo é
eterno”
Coco Chanel
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| Ines de la Fressange |
No livro Personal Stylist, Titta Aguiar explica que; “Estilo
e moda são duas coisas distintas. A moda é o reflexo da cultura do momento, são
tendências difundidas pelos estilistas em todo o mundo. O estilo é a expressão
pessoal de quem somos...tem conteúdo pessoal, pois tiramos da moda somente
aquilo com o que nos identificamos”. Ines
de la Fressange, autora do livro “A Parisiense” e ícone de moda na França, ensina
a ter um estilo parisiense dizendo que “ter um estilo ‘made in Paris’ é mais um
estado de espírito. Ser alternativa e nunca burguesa...a parisiense jamais cai
na armadilha das tendências”.
Já Nina Garcia, editora de moda da Marie Claire, diz em seu “Livro Negro do Estilo” que
“qualquer um pode estar ‘na moda’, tudo o que precisa fazer é seguir a multidão
e obedecer às regras da estação. Mas estilo é algo pessoal. Não existem regras.
Não existem estações. O estilo vem de dentro”.
Ao que se percebe, o estilo se perdeu entre informações,
blogs, tendências e ícones de moda que
não decidiram o que querem ser, ou que imagem pretendem passar. Não se
faz mais escolhas, a moda é usar tudo, um dia ser hippie chic e no outro femme
fatale, dançando conforme o ritmo das tendências e não das mudanças pessoais.
Mas, eu, blogger, publicitária, e usuária de roupas e acessórios, ainda acredito que a roupa deve ser uma extensão dos pensamentos, e que
não se deve curvar a todas as regras do mundo fashion. Saber de fato escolher o que cai bem com o
seu corpo e ideologias ainda é a melhor forma de se vestir. Fica mais fácil
combinar suas roupas quando elas todas falam a mesma língua, e não é necessário
gastar tanto para renovar o guarda-roupa a cada seis meses quando um acessório
aqui ou ali já pode dar um novo ar para o seu look, e você poderá ser reconhecida
sempre, por seu estilo bem definido.
Depois de ler tudo isso, pode ser que você me ache um pouco (ou muito) antiquada, mas é que eu... eu sou do tempo do estilo.




perfeito! é exatamente isso... modismos em que as pessoas deixam de lado as características pessoais. falou tudo que eu queria dizer pra muita gente Liginha!
ResponderExcluirTudo é um questão de escolha, eu sou velha guarda, ainda prefiro o estilo!
ExcluirSuper post!!!! Parabéns! Bjo
ResponderExcluirDilia